segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Europa pode enfrentar uma “década perdida”

A crise financeira na Europa deve fazer o continente perder um PIB equivalente ao do Brasil em 2011. A União Europeia reviu suas projeções de crescimento, e admite que pode levar uma década para recuperar os prejuízos da crise.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, economias como a da Grécia, principal país afetado pela crise, só devem se recuperar em 2020, assim como a taxa de desemprego em todo o bloco só conseguirá voltar ao patamar de 2007 no final da década.
Mas o que mais preocupa por enquanto é que a recuperação acabou. A previsão de crescimento feita em julho pela UE para este ano era de 1,9%. Mas, segundo a Autoridade Francesa dos Mercados Financeiros, as medidas de austeridade cobram seu preço. “Existe agora uma perspectiva clara de que o crescimento europeu ficará abaixo de 1%”, disse o presidente da entidade, Jean-Pierre Jouyet. “Tudo indica que o quarto trimestre será o pior na Europa”, admitiu há poucos dias o ministro do Trabalho da Espanha, Valeriano Gómez.
Já a Folha de S. Paulo destaca que, graças à crise dos países desenvolvidos, o Brasil deve se tornar a sexta maior economia do mundo.
Graças à crise dos países desenvolvidos, neste ano, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU (Economist Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International).
O PIB do Brasil deve alcançar US$ 2,44 trilhões, passando o do Reino Unido, de US$ 2,41 trilhões. Mas como a economia brasileira cresce em menor ritmo do que os outros países emergentes, o Brasil deve perder o posto de sexta maior economia do mundo para a Índia, em 2013. Ainda assim, segundo as estimativas, até 2020 o Brasil terá passado todos os países europeus.

Fonte: Bruno Calixto, 30/10/2011
Redaçãohttp://colunas.epoca.globo.com/ofiltro/2011/10/30/europa-pode-enfrentar-uma-decada-perdida/
Revista ÉPOCA

Esqueça o filtro solar e acredite no conhecimento

Governo suspende contratos com ONGs por 30 dias

A presidenta Dilma Rousseff determinou a suspensão de contratos com organizações não governamentais (ONGs) e entidades privadas sem fins lucrativos até que seja avaliada a regularidade da execução do que foi contratado pelo governo até agora. Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deixou o cargo após uma série de denúncias de irregularidades com ONGs contratadas pela pasta.
Segundo o Blog do Planalto, o decreto assinado pela presidenta, que deve ser publicado na edição de segunda-feira (31) do Diário Oficial da União, prevê ainda prazo de 30 dias para que a avaliação seja concluída por todos os órgãos e entidades da administração pública federal. A revisão vale para os contratos firmados até o dia 16 de setembro deste ano, mas a suspensão de repasses de verbas fica valendo para todas as entidades privadas sem fins lucrativos, bem como a proibição de novos contratos nesse período.
As únicas exceções previstas no decreto referem-se aos programas de proteção a pessoas ameaçadas; contratos firmados há mais de cinco anos com a mesma entidade e cujas prestações de contas tenham sempre sido aprovadas; e a transferências do Ministério da Saúde relacionadas ao pagamento de serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesses casos, contudo, um parecer técnico assinado pelo ministro da pasta deverá atestar que o contrato se enquadra em situação de exceção.
Após concluída, a avaliação poderá resultar em dois caminhos: contratos cuja execução foi considerada regular poderão novamente receber verbas públicas autorizadas pelo ministro; ou contratos que apresentem problemas em sua execução serão mantidos em suspenso por 60 dias para que as organizações sejam comunicadas. Em tal situação, as entidades poderão sanar os problemas apontados na avaliação ou ressarcir os cofres públicos pelo dinheiro investido e mal utilizado. Essas entidades podem ainda ser consideradas impedidas de celebrar contratos ou parcerias com a União pelo ministro da pasta à qual prestavam serviços ou pelo chefe da Controladoria-Geral da União (CGU).

sábado, 28 de maio de 2011

SUZANO PROCURA UM PREFEITO PARA PALMEIRAIS/PI

Se todas as propostas para a criação de novos Estados e Territórios forem aprovadas, o mapa do Brasil ficaria assim:
Mas, os novos Estados e Territórios são viáveis economicamente?

Segundo Rogério Boueri, pesquisador do IPEA, só o Estado do Triângulo em Minas Gerais e o de Guanabara no Rio seriam viáveis economicamente.

Os demais Estados representaria um aumento de despesa pública para a União. O pesquisador justifica sua conclusão alegando o aumento de despesa do Deputados, Senadores, e afirma que um Estado gasta em média 12,75% do seu PIB só para se manter. 

Lembra o pesquisador que Tocantins ficou recebendo ajuda federal por 10 anos até conseguir andar com suas próprias pernas.

O pesquisador tem razão, mas é preciso analisar a questão também através de outro ângulo.

 O art. 43 da Constituição Federal deixa claro que é dever da União promover políticas para combater a desigualdade regional. Sendo assim, a criação de um novo Estado que tenha essa meta é algo bastante positivo.

A criação de um novo Estado em regiões dominadas pela miséria é um instrumento importante para combater a desigualdade regional.

Nesse aspecto, o Estado de Minas do Norte, por exemplo, seria um mecanismo importante de superar a miséria de uma das regiões mais pobres do país. 

Pensando por esse ângulo, os Estados mais inviáveis seriam justamente o Estado do Triângulo e o Estado da Guanabara, eis que estão situados em duas das regiões mais ricas do país.

Outra proposta fantástica é a do Deputado Federal Chiquinho Escórcio que tem o sonho de criar o Estado do Planalto.

Segundo o Deputado, não tem mais sentido em existir o Distrito Federal. O fundamento para tal opinão é simples e real. Ora, toda a federação dá dinheiro para manter o DF.

Mas, hoje o DF tem um dos mais elevados IDHs do país.

Então, é justo o Piauí, o Maranhão e Alagoas que têm o menor IDH do Brasil continuar a contribuir com a riqueza do DF?

O Deputado entende que não e eu também.

O DF já pode andar com suas próprias pernas. Enquanto há outras regiões que precisam da União, que precisam de todos os brasileiros.

Mas, para aqueles que só conseguem ver o Brasil a partir do eixo Rio-SP, isso não é viável.

Viável é um novo Estado em Minas e no Rio.

E assim a desigualdade regional continua.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Salário mínimo deveria ser R$ 2.255,84 no Brasil, diz Dieese

O salário mínimo do trabalhador do País deveria ser de R$ 2.255,84 em abril para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do Brasil.

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 268,52, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 4,14 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 545.

Levantamento foi feito com base na pesquisa nacional da cesta básica feita no mês passado. Confira!


 

O valor é maior do que o apurado para março, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.247,94 (4,12 vezes o piso em vigor). Em abril de 2010, o Dieese calculava o valor necessário em R$ 2.257,52, ou 4,42 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 510.

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em abril de 2011, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e com o mesmo período do ano passado. Na média das 17 cidades pesquisas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 94 horas e 41 minutos para realizar a mesma compra que, em março, exigia a realização de 96 horas e 13 minutos. Em abril de 2010, a mesma compra necessitava o cumprimento de 98 horas e 44 minutos.

FONTE: Jornal da Tarde e portal cidade verde às 04/05/11, 16:17.

Conheça os helicópteros que ajudaram tropa a entrar no Paquistão

A Marinha americana possui helicópteros MH-60 Blackhawk, que podem voar abaixo da linha do radar. Esses helicópteros têm hélices especiais que mudam de posição para diminuir o atrito com o ar, baixando o volume do som das pás e voando quase em silêncio. Também possuem uma cabine com equipamento de visão noturna. Toda a ação ocorreu de madrugada (horário local).
Os helicópteros podem carregar até 14 soldados. Durante a operação, os Blackhawks podem ter recebido apoio de helicópteros Apache, equipados com uma metralhadora de 30 milímetros e mísseis guiados por calor.
Para vigiar a casa durante tanto tempo, os serviços de inteligência americanos podem ter usado imagens de satélite e até aviões espiões não-tripulados, como o Global Hawk, muito usado na Guerra do Golfo.
Outra possibilidade é que, com as informações reunidas, as forças especiais americanas tenham construído em um local secreto uma casa idêntica à construída pela al-Qaeda em Abbottabad. Eles podem ter imitado até pequenos detalhes, como a posição de móveis e saídas de emergência para garantir uma operação perfeita.
FONTE: Jornal Dom dia Brasil, Edição do dia 04/05/2011

A potência emergente tropeça no IBGE e afunda numa frase de Vargas Llosa

A certidão de nascimento do Brasil Maravilha, registrada em cartório pelo ex-presidente Lula, garante que um país destruído por FHC foi entregue a Dilma Rousseff com a embalagem e o selo de qualidade que identificam potências emergentes. Mais alguns retoques e o mundo poderá contemplar uma Dinamarca tropical, anima-se quem acredita no mantra repetido há anos pelo padrinho e pela afilhada.
Os dois esqueceram de combinar com o IBGE, informa o Censo de 2010. Uma catarata de cifras cinzentas comprova que o espetáculo do desenvolvimento protagonizado pelo palanqueiro compulsivo, em parceria com a sucessora tartamuda, tem tanta consistência quanto uma análise econômica de Guido Mantega.
Uma das constatações que desnudam o embuste pode ser contemplada no retrato do saneamento básico: terminada a primeira década do século 21, os domicílios ligados à rede coletora de esgotos não chegam a 45% do total. “O objeto que representa a civilização e o progresso não é o livro, o telefone, a Internet ou a bomba atômica”, ensinou Mário Vargas Llosa ao receber o Nobel de Literatura. “É a privada”. Quase 100 milhões de brasileiro não sabem o que é isso.

FONTE: Revista VEJA, Coluna Augusto Nunes

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