Rafael José Marques *
Se você perguntar a um geógrafo qual é a capital do Nepal, quais as principais bacias hidrográficas brasileiras e quais os impactos ambientais causados pela ocupação desordenada de uma cidade, quais os produtos mais exportados do Brasil, certamente ele saberá as respostas. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o profissional da área de Geografia não se restringe a transmitir conhecimentos desse tipo em sala de aula. Quem optar por essa profissão pode ir muito além do quadro-negro ou quadro de acrílico.
Segundo o professor Renato Fontes Guimarães, do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), o geógrafo pode trabalhar em três áreas: Geografia Física, Geografia Humana e Geografia Técnica. Em todas elas, é o Estado quem emprega o maior número de profissionais. Se escolher a primeira opção, o +geógrafo desenvolve projetos e pesquisas ligados a estruturas naturais como relevo, fauna, flora, clima e hidrografia. “Trabalhando em órgãos públicos, o geógrafo pode estudar os biomas terrestres, pesquisar sobre preservação ambiental, uma área em expansão e fazer análises meteorológicas”, exemplifica Guimarães.
O profissional tem também a opção de lidar com o ramo social da ciência. Na Geografia Humana, ele estuda as relações do homem com o meio ambiente. Com a ocupação desordenada de terras, esse profissional é requisitado, principalmente, para planejar e ordenar os espaços. O geógrafo pode, por exemplo, estudar os movimentos migratórios, o crescimento populacional, estabelecer e analisar indicadores estatísticos relativos à densidade demográfica, à expectativa de vida de uma população e outros fatores e ainda mais pode ser indicado para explicar sobre os fenômenos do aquecimento global. Há oportunidades de trabalho em locais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Ministério das Cidades e Secretarias de Planejamento, Prefeituras Municipais em geral são algumas opções para o geógrafo trabalhar. Os profissionais da Geografia também podem trabalhar em empresas privadas de consultoria em tecnologia de Geoprocessamento e todos esses setores também se enquadram na Geografia Técnica.
A Geografia é um curso de visão geral. Por essa característica, rapidamente o geógrafo passa a ocupar cargos de gerência e coordenação de equipes. Por isso, o geógrafo e o estudante de Geografia deve, antes de tudo, ter senso crítico, boas noções de organização espacial e gostar de lidar tanto com o meio ambiente quanto com o ser humano. Na Universidade no período de quatro anos os alunos, futuros geógrafos, participam de aulas teóricas e práticas, saídas a campo, projetos de pesquisa, além de prestarem serviços à sociedade na área da Geografia.
Um grande número de pessoas desconhecem as várias aplicações da Geografia e da ação do Geógrafo em diferentes atividades humanas, e, na medida em que se torna cada vez mais complexo o desenvolvimento e as relações entre o homem e o meio e a organização do espaço global, o geógrafo deveria e deverá ser solicitado cada vez mais a contribuir no planejamento do espaço, pois ele é o especialista que tem a visão geral, global das múltiplas interações desse espaço.
Referencia Bibliográfica:
COIMBRA, Pedro. TIBÚRCIO, José Arnaldo M. “Geografia: uma análise do espaço geográfico”. São Paulo. Editora HARBRA. 1995.
GUIMARÃES, Renato Fontes. Diretor e Professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB).
VESENTINI, J. William. VLACH. Vânia. “Geografia Crítica: geografia do mundo subdesenvolvido”. 7ª série do Ensino Fundamental. São Paulo. Editora Ática 3ª edição. 2007.
* Acadêmico do Curso de Geografia. Universidade Estadual do Piauí - UESPI.
* Formado em Tecnologia Ambiental (técnico) em 2006, CEFET-PI.
* Formado em Tecnologia Ambiental (técnico) em 2006, CEFET-PI.
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