
Imagens em 360 graus mostram obras de megausina em Rondônia
Hidrelétrica de Santo Antônio irá consumir 800 mil toneladas de cimento.Faça um 'passeio virtual' onde está sendo erguida a barragem.
Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em Porto Velho
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A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, será uma das maiores obras já construídas na Amazônia. Com potência de 3,15 mil megawatts (cerca de um quinto de Itaipu) e investimentos de R$ 13,5 bilhões, a usina deve entrar em operação em maio de 2012.
Para que você conheça o canteiro de obras, o Globo Amazônia preparou um "tour virtual", com fotos em 360 graus de três pontos da futura hidrelétrica: o local de construção da barragem, um panorama das margens do Rio Madeira, e uma visita à Ilha do Piquenique, que será engolida pelo concreto da hidrelétrica.
Para se ter uma ideia do tamanho do empreendimento, estima-se que até o final da obra serão utlizadas 800 mil toneladas de cimento – ou 16 milhões de sacos de 50 quilos. Também serão usadas 138 mil toneladas de aço – o suficiente para levantar 18 Torres Eiffel. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
Polêmica ambiental
Um pouco acima de Santo Antônio, ainda no leito do Rio Madeira, está sendo construída a usina de Jirau. As duas obras são cercadas de polêmicas ambientais, pois estão sendo erguidas em um local em que há grande população ribeirinha, que depende do rio para sobreviver.
Confira o especial do Jornal da Globo sobre as usinas no Madeira:
Uma das grandes preocupações é que os grandes reservatórios de água atrapalhem a migração de peixes e mudem a forma como o Rio Madeira carrega minerais – indispensáveis para a vida da fauna e flora aquáticas.
Usina de 'baixo impacto'
Em resposta a essas preocupações, os contrutores de Santo Antônio dizem que haverá uma rampa para que os grandes bagres possam escalar, e argumentam que a usina terá baixo impacto ambiental, pois alagará uma área proporcionalmente menor que outras usinas. A utilização de um tipo diferente de turbina – chamada de "turbina de bulbo" – faz com que seja necessária uma queda d'água pequena para geração de energia, segundo os construtores.
Desmatamentos, queimadas e notícias sobre toda a Amazônia Legal podem ser encontradas no mapa interativo Amazônia.vc, que também permite a internautas protestar contra a destruição da floresta.
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