quarta-feira, 4 de maio de 2011

UnB faz projetos para melhorar transporte fluvial no Brasil Projetos de pesquisa em parceria com o Ministério dos Transportes vão buscar soluções mais econômicas e ecológicas para o setor

UnB faz projetos para melhorar transporte fluvial no Brasil
Projetos de pesquisa em parceria com o Ministério dos Transportes vão buscar soluções mais econômicas e ecológicas para o setor
FONTE: Francisco Brasileiro - Secretaria de Comunicação da UnB


A Universidade de Brasília e o Ministério dos Transportes estão planejando obras de infraestrutura para tornar os rios brasileiros mais navegáveis. “Estamos discutindo a realização de um estudo em conjunto para avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da construção de uma hidrovia no Rio Parnaíba”, afirma Edson Vianna, coordenador-geral do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do ministério.
A conclusão da hidrovia dependeria, dentre outras coisas, da construção de uma eclusa na barragem de Boa Esperança. “A recuperação do rio para a navegação vai permitir o escoamento de mercadorias do cerrado para Europa e América do Norte pela foz do rio, que deságua no Atlântico”, afirma o professor Manoel Porfírio, do Departamento de Engenharia Civil.
O transporte aquaviário é um dos gargalos para o desenvolvimento da região Amazônica. “É a única forma de garantir o desenvolvimento da região, por causa da extensão de seus rios e do impacto ambiental que a construção de estradas traria para região”, diz Edison. “Estamos desenvolvendo projetos em conjunto para serem apresentados às agências de fomento”.
Edison quer abrir um curso de extensão em transporte aquaviário na UnB para preparar profissionais para trabalhar na área e estimular a realização de projetos de mestrado e doutorado sobre o setor. “Levamos ainda a proposta de criação de um edital específico para área no Ministério de Ciências e Tecnologia”, diz o professor Porfírio. 
Ele acredita que, entre outros aspectos, a universidade pode contribui para melhoria da navegabilidade dos rios em pesquisas sobre o destino da areia retirada em dragagens, processo que visa permitir a passagem de embarcações em determinados trechos. “Uma das alternativas seria reaproveitar o material na construção civil”. Além disso, Porfírio defende a realização de estudos para aperfeiçoar o processo de dragagem e diminuir o custo das obras de eclusas – estruturas que sobem e descem barcos em trechos do rio interrompidos por barragens.
PAPEL DO ENGENHEIRO – Edison Vianna foi convidado para a abertura da Semana de Engenharia Civil é organizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia Civil, grupo de estudantes do curso que realizam atividades extracurriculares sob orientação de professores. O evento ocorre até sexta e vai incluir palestras com especialistas convidados e a realização de minicursos, além da apresentação de trabalhos dos alunos no último dia.
O coordenador de Transportes Aquaviários falou sobre o mercado de Engenharia Civil no Brasil. “Hoje faltam engenheiros, o crescimento econômico deixou a profissão numa posição confortável”, afirmou. “O Brasil terá um déficit de 150 mil engenheiros em 2012, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria”.
Edison destacou algumas das áreas promissoras para atuação do engenheiro no atual cenário econômico. “Teremos um grande investimento em transportes urbanos e regionais para suprir a demanda da copa de 2014 e das Olimpíadas, em 2016”, afirma. Outro setor importante é o da construção civil. “Atualmente temos um déficit de 5,8 milhões de domicílios, a maioria localizada em áreas urbanas”.

FONTE: Francisco Brasileiro - Secretaria de Comunicação da UnB

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